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Quando o homem e a mulher se confiam um ao outro, pelos vínculos sexuais, essa rendição é tão absoluta que passam, praticamente, a viver numa simbiose de forças, qual se as duas almas habitassem num só corpo. No ligamento afetivo, ambas recordam o cérebro e o coração, vibrando em sintonia numa existência indivisa.A sexualidade no casal existe, sobretudo, em função do alimento magnético entre os dois corações que se integram um no outro e daí procede a necessidade de vigilância para que a harmonia não se perca, nesse circuito de forças.

 

 


Noutros lances da experiência, observarão parceiro ou parceira, conforme o caso, que a influência de alguém lhes atinge o âmago do ser, incitando-os a ligações sexuais diferentes.É o pretérito que volta, apresentando, de novo, aquelas mesmas criaturas com quem talvez tenhamos enveredado no labirinto de experiências francamente infelizes. Carreiam consigo os mesmo ingredientes de sedução com que nos arredaram de obrigações assumidas, sugerindo-nos o retorno a processos de vida incompatíveis com o nosso dever e tentando deslocar-nos a mente dos alicerces do equilíbrio em que o tempo nos restaurou.

 

Chico Xavier, pelo espírito de Emmanuel, na obra “Vida e Sexo”.

Do livro Vida e Sexo, de Emmanuel - psicografado por Chico Xavier

Caríssimos, tenhamos o devido cuidado e carinho na seara emocional ao estarmos envolvidos com alguém pelos laços da vontade e da cumplicidade. O texto abaixo é um convite a reflexão e ao final termina com a máxima de ”que nunca lesaremos a outrem sem lesar a nós.” Reflitamos.

 

    
 
 

 

 

6. COMPROMISSO AFETIVO

“O dever íntimo do homem fica entregue ao seu livre arbítrio. O aguilhão da consciência, guardião da probidade interior, o adverte e sustenta; mas, muitas vezes se mostra impotente diante dos sofismas da paixão. Fielmente observado, o dever do coração eleva o homem; porém, como determiná-lo com exatidão? Onde começa ele? O dever principia sempre, para cada um de vós, do ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranqüilidade do vosso próximo; acaba no limite que não desejais ninguém transponha com relação a vossa.”

 Do item 7, no Cap. XVII, de “O Evangelho Segundo oEspiritismo

 A guerra efetivamente flagela a Humanidade, semeando terror e morticínio, entre as nações; entretanto, a afeição erradamente orientada, através do compromisso escarnecido, cobre o mundo de vítimas. Quem estude os conflitos do sexo, na atualidade da Terra, admitindo a civilização em decadência, tão-só examinando as absurdidades que se praticam em nome do amor, ainda não entendeu que os problemas do equilíbrio emotivo são, até agora, de todos os tempos, na vida planetária.

As Leis do Universo esperar-nos-ão pelos milênios afora, mas terminarão por se inscreverem, a caracteres de luz, em nossas próprias consciências. E essas Leis determinam amemos os outros qual nos amamos. Para que não sejamos mutilados psíquicos, urge não mutilar o próximo. Em matéria de afetividade, no curso dos séculos, vezes inúmeras disparamos na direção do narcisismo e, estirados na volúpia do prazer estéril, espezinhamos sentimentos alheios, impelindo criaturas estimáveis e nobres a processos de angústia e criminalidade, depois de prendê-las a nós mesmos com o vínculo de promessas brilhantes, das quais nos descartamos em movimentação imponderada. Toda vez que determinada pessoa convide outra à comunhão sexual ou aceita de alguém um apelo neste sentido, em bases de afinidade e confiança, estabelece-se entre ambas um circuito de forças, pelo qual a dupla se alimenta psiquicamente de energias espirituais, em regime de reciprocidade.

 

 

Quando um dos parceiros foge ao compromisso assumido, sem razão justa, lesa o outro

 

na sustentação do equilíbrio emotivo, seja qual for o campo de circunstâncias em que esse compromisso venha a ser efetuado. É dada a ruptura no sistema de permuta das cargas magnéticas de manutenção, de alma para alma, o parceiro prejudicado, se não dispõe de conhecimentos superiores na auto-defensiva, entra em pânico, sem que se lhe possa prever o descontrole que, muitas vezes, raia na delinqüência. Tais resultados da imprudência e da invigilância repercutem no agressor, que partilhará das conseqüências desencadeadas por ele próprio, debitando-se-lhe ao caminho a sementeira partilhada de conflitos e frustrações que carreará para o futuro.

Sabemos que a Justiça Humana comina punições para os atos de pilhagem na esfera das realidades objetivas, considerando a respeitabilidade dos interesses alheios; no entanto, os legisladores terrestres perceberão igualmente, um dia, que a Justiça Divina alcança também os contraventores da Lei do Amor e determina se lhes instale nas consciências os reflexos do saque afetivo que perpetram contra os outros. Daí procede a clara certeza de que não escaparemos das equações infelizes dos compromissos de ordem sentimental, injustamente menosprezados, que resgataremos em tempo hábil, parcela a parcela, pela contabilidade dos princípios de causa e efeito. Reencarnados que estaremos sempre, nesse sentido, até exonerar o próprio espírito das mutilações e conflitos hauridos no clima da irreflexão, aprenderemos no corpo de nossas próprias manifestações ou no ambiente da vivência pessoal, através da penalogia sem cárcere aparente, que nunca lesaremos a outrem sem lesar a nós.

 

 

 

Detalhe da obra \"água de beber\", de Alexandre Segrégio

Hoje o pensamento do dia da Seicho No-Ie é:

QUEM NUTRE ÓDIO OU RANCOR

CONTRA OS OUTROS ACABA FERINDO A SI PRÓPRIO.

 

O corpo é “sombra da mente”. O conteúdo da mente se manifesta no corpo. Por isso, quem guarda ódio ou rancor no coração causa danos ao próprio corpo e acaba contraindo doença. Devemos banir tais sentimentos e passar a viver agradecendo a tudo e a todos. Assim, é certo que ocorrerão somente coisas boas.

 

imagem de Alexandre Segrégio, detalhe da obra “água de beber”.

“(..) uma coisa faço, é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam,

 e avançando para as que estão adiante, prossigo então para o alvo”

(Filipenses 3:13-14)

Caminho

 

Um dia, Khoja estava cortando lenha à beira da estrada, a uns poucos quilômetros de Akshehir. Transcorrido algum tempo, um homem veio pela estrada, caminhando na direção de Akshehir, e perguntou ao Khoja:

- O senhor poderá dizer-me quanto tempo levarei até chegar a Akshehir?

Khoja ouviu-o e ergueu a vista da sua tarefa, mas nada disse. Por isso o homem, em voz mais alta, insistiu:

- Quanto tempo levarei para chegar até Akshehir?

Mas o Khoja continuou em silêncio. Dessa vez o homem bramiu, indignado:

- Quanto tempo levarei para chegar a Akshehir?

Como Khoja continuasse mudo, o homem chegou à conclusão de que ele era surdo; e assim se pôs a caminhar depressa no rumo da cidade. Nasreddin Khoja observou-o a caminhar por uns instantes e de repente lhe gritou:

- Uma hora!

- Por que não me disse isso antes? - Desabafou-se o zangado viajante.

- Porque eu primeiro precisava conhecer a velocidade da sua marcha - respondeu o Khoja.

 

(Jean Sulzberger, em “A Busca”)

 

 

 

 

 

Olá, amigos. Recebi este texto e achei bem interessante. Eu, particularmente gosto do Frei Betto, embora já tenha discordado em algumas coisas. Já nesse artigo, vejo muitas idéias parecidas. Sempre me questionei sobre os programas de domingo da televisão brasileira. Costumo falar nos domingos para a família que a gente vai saber quando o Brasil terá se desenvolvido quando não mais vermos mulheres semi nuas dançando em programas “familiares”  dominicais. E ah, só um adendo: já pararam para pensar na palavra consumidor? CONSOME + DOR.

 

06.06.08 - MUNDO  
Do mundo virtual ao espiritual
Frei Betto *
 
Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: “Qual dos dois modelos produz felicidade?”Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: “Não foi à aula?” Ela respondeu: “Não, tenho aula à tarde”. Comemorei: “Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde”. “Não”, retrucou ela, “tenho tanta coisa de manhã…” “Que tanta coisa?”, perguntei. “Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina”, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: “Que pena, a Daniela não disse: “Tenho aula de meditação!”

Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: “Como estava o defunto?”. “Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!” Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa? 

Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi­nho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais…

A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é ‘entretenimento’; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: “Se tomar este refrigerante, vestir este tênis,­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!” O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba­ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma su­gestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas…

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno… Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald’s…

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: “Estou apenas fazendo um passeio socrático.” Diante de seus olhares espantados, explico: “Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.”

 
[Autor, em parceria com Luis Fernando Veríssimo e outros, de "O desafio ético" (Garamond), entre outros livros].

 retirado de: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=33368

Liberdade

O caminho para a liberdade é através do serviço aos outros. O caminho para a felicidade é através da meditação e da sintonia com Deus. [...] Quebre as barreiras do seu ego; desprenda-se do egoísmo; liberte-se da consciência do corpo; esqueça-se de si mesmo; acabe com esta cadeia de
encarnações; dissolva o seu coração em tudo, seja um com toda a criação.

Paramahansa Yogananda, “Lições da Self-Realization Fellowship”

Fonte: Diário Espiritual

Convite

 

 

 

 

 

Para melhor visualizar é só clicar na imagem!

Vale a pena conferir a exposição e também o site do artista.

 Belíssimas obras, cheias de sensibilidade e espiritualidade! :)

Iluminação: Elevando-se acima do pensamento

No processo de crescimento, construímos uma imagem mental de nós mesmos, baseada em nosso condicionamento pessoal e cultural. Podemos chamar isso de “o fantasma pessoal do ego”. Consiste em atividade mental e só pode ser mantido através do pensar constante. A palavra “Ego” tem sentidos diferentes para pessoas diferentes, mas aqui significa um falso eu interior, criado por uma identificação com a mente.

Para o ego, o momento presente dificilmente existe. Só o passado e o futuro são considerados importantes. Essa total inversão da verdade explica por que, para o ego, a mente não tem função. O ego está sempre preocupado em manter o passado vivo, porque pensa que sem ele não seriamos ninguém. E se projeta no futuro para assegurar a continuação da sua sobrevivência e buscar algum tipo de escape ou satisfação adiante. Ele diz assim: ‘ Um dia, quando isso. Ou aquilo acontecer, vou ficar bem feliz, em paz”.

Mesmos quando o ego parece estar preocupado com o presente, não é o presente que ele vê, porque constrói uma imagem completamente distorcida, a partir do passado. Ou então reduz o presente a um meio para obter o fim desejado, um fim que sempre consiste em um futuro projetado pela mente. Observe sua mente e verá que é assim que ela funciona.

O momento presente tem a chave para a libertação. Mas você não conseguirá percebê-lo enquanto você for a sua mente.

A iluminação significa chegar a um ponto acima da pensamento. No estado iluminado, continuamos a usar nossas mentes quando necessário, mas de um modo mais focalizado e eficiente. Assim, utilizando nossas mentes com objetivos práticos, não ouvimos mais diálogo interno involuntário e sentimos um serenidade interior.

Quando usamos de fato nossas mentes e, em especial, quando necessitamos de uma solução criativa, há uma oscilação, de segundos, entre o pensamento e a serenidade, entre a mente e a mente vazia. O estado de mente vazia é a consciência sem o pensamento. Só assim é possível pensar criativamente, porque somente desse modo o pensamento tem alguma força real. O pensamento sozinho, quando não mais conectado com a área da consciência, que é muito mais ampla, rapidamente se torna árido, doentio e destrutivo.

( Eckhart Toller).

“Eu não posso evitar que um pássaro

voe sobre a minha cabeça,

mas posso evitar que ele faça um ninho nela”

Martinho Lutero

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