Do mesmo livro, Sexo e Vida
Aug 18th, 2008 by Cristina Rafaela
Quando o homem e a mulher se confiam um ao outro, pelos vínculos sexuais, essa rendição é tão absoluta que passam, praticamente, a viver numa simbiose de forças, qual se as duas almas habitassem num só corpo. No ligamento afetivo, ambas recordam o cérebro e o coração, vibrando em sintonia numa existência indivisa.A sexualidade no casal existe, sobretudo, em função do alimento magnético entre os dois corações que se integram um no outro e daí procede a necessidade de vigilância para que a harmonia não se perca, nesse circuito de forças.

Noutros lances da experiência, observarão parceiro ou parceira, conforme o caso, que a influência de alguém lhes atinge o âmago do ser, incitando-os a ligações sexuais diferentes.É o pretérito que volta, apresentando, de novo, aquelas mesmas criaturas com quem talvez tenhamos enveredado no labirinto de experiências francamente infelizes. Carreiam consigo os mesmo ingredientes de sedução com que nos arredaram de obrigações assumidas, sugerindo-nos o retorno a processos de vida incompatíveis com o nosso dever e tentando deslocar-nos a mente dos alicerces do equilíbrio em que o tempo nos restaurou.
Chico Xavier, pelo espírito de Emmanuel, na obra “Vida e Sexo”.
